Açúcar vicia?

Açúcar vicia?

Série: Mitos e verdades sobre o açúcar

Os alimentos em geral, em especial os carboidratos e açúcares não viciam, do ponto de vista biológico, como fazem as drogas.

Ainda assim, muitas pessoas relatam “desejo de carboidratos” ou “vício em açúcar”. Existe uma teoria de que as pessoas procuram os doces como forma de aumentar seus níveis de serotonina (neurotransmissor do cérebro – também conhecido como hormônio da felicidade), melhorando dessa forma, o humor.

Outros estudos dizem que o açúcar ativa receptores de prazer em nosso cérebro. Porém, o consumo de doces não é a única atividade capaz de ativá-los. Ouvir uma música que gostamos, brincar com o nosso animal de estimação, ouvir a risada de um bebê, entrar em contato com a natureza e praticar atividade física (para citar alguns exemplos) também são atividades que nos trazem prazer.

É interessante notar que quando uma pessoa relata desejos incontroláveis por açúcar, na maioria das vezes, tem uma tendência a comer mais de forma geral, mesmo que ao longo do dia, a percentagem de energia proveniente de carboidratos permaneça a mesma. Ou seja, o consumo excessivo não é somente de doces, mas de alimentos no geral.

Uma outra explicação a respeito do desejo incontrolável por doces é a classificação dos alimentos em “bons” e “ruins” ou “permitidos” e “proibidos”. Ao rotular um alimento dessa forma, ele ganha um papel de destaque, e o desejo por ele aumenta, o que geralmente leva a um episódio de compulsão, com um consumo de grandes quantidades em um curto período de tempo.

Uma cápsula com as mesmas substâncias psicoativas presentes no chocolate não satisfaz o desejo compulsivo, provando que não se trata de um vício e sim de uma reação do nosso cérebro a uma restrição de carboidratos, nossa principal fonte de energia.

Um exemplo muito comum é o de sentir vontade de consumir um chocolate ou carboidrato de rápida absorção durante a tarde após ter feito restrição de arroz ou batata no almoço.

Você costuma ter compulsões alimentares? Acredita que elas estejam relacionadas a alguma restrição?

Agende sua consulta: https://www.doctoralia.com.br/marcela-gallo-oliveira/nutricionista/valinhos

Fonte: WHITNEY, E. ROLFES, S.R. Nutrição 1: Entendendo os Nutrientes. Editora Cengage Learning, 2008.

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: